Post: Amazon MemoryDB

Escrito por: Carlos Filho
24/10/2025

Olá, pessoal! Tudo bem?

Cazalbé a chegar à área para trazer este tema bastante interessante no que diz respeito ao suporte a IPv6.

O suporte a IPv6 no Amazon MemoryDB marca uma mudança importante no desenho de arquiteturas em cloud. A disponibilização da funcionalidade em todas as regiões da AWS resolve um ponto sensível para quem trabalha com redes distribuídas e ambientes que precisam de crescer com agilidade, sem esbarrar em limitações de endereçamento.

Gerir blocos de IP em estruturas dinâmicas é, há muito tempo, uma das tarefas mais delicadas em projetos de média e grande dimensão. Planos de endereçamento que pareciam bem dimensionados na fase inicial rapidamente se revelam insuficientes com a chegada de novas workloads, integrações e ambientes. Isto leva a uma série de contornos arquitetónicos, como múltiplas VPCs, sobreposição de CIDR e dependência de NAT — o que inevitavelmente encarece e complexifica a operação.

A escassez de endereços IPv4 é um tema antigo, mas continua a apanhar muita gente de surpresa quando se torna um obstáculo real no ambiente. A introdução do suporte a IPv6 no MemoryDB ajuda a aliviar este gargalo, oferecendo a opção de clusters que operam exclusivamente com IPv6 ou em modo dual-stack — o que permite compatibilidade com sistemas legados e, ao mesmo tempo, abre caminho para redes mais modernas.

Outro reflexo positivo está na governação de ambientes multi-conta. A sobreposição de blocos de IP entre VPCs, que exige cuidado constante, praticamente deixa de existir com o espaço expandido do IPv6. Isto contribui para arquiteturas mais limpas, mais seguras e menos suscetíveis a retrabalho ao longo do tempo.

Para além dos aspetos técnicos, existem também pressões regulatórias a ganhar relevância, especialmente em setores mais exigentes. O IPv6 já começa a surgir como pré-requisito em políticas de compliance, interoperabilidade e segurança. Com a funcionalidade disponível no serviço, torna-se mais simples cumprir estas exigências sem necessidade de improvisar soluções alternativas.

A definição do suporte a IPv6 pode ser feita logo na criação do cluster, utilizando a Console, CLI ou SDK, como é habitual nos serviços da AWS. O MemoryDB passa agora a suportar Valkey 7+ e Redis OSS 6.2+, versões amplamente utilizadas em arquiteturas modernas.

Quando o projeto é pensado com IPv6 desde o início, a infraestrutura tende a enfrentar menos limitações ao longo do tempo. A flexibilidade no endereçamento reduz os riscos de bloqueios técnicos e facilita um crescimento mais estável e organizado.

Para quem ainda está a planear a transição, começar com uma arquitetura dual-stack costuma ser a abordagem mais segura. Isto permite validar ferramentas, ajustar controlos e acompanhar o comportamento da rede antes de avançar para um ambiente exclusivamente IPv6.

A chegada do suporte a IPv6 no MemoryDB é uma adição muito bem-vinda para quem trabalha com ambientes cloud e precisa de lidar com o desafio constante da escalabilidade e da governação de rede. Para além de resolver entraves técnicos, abre espaço para arquiteturas mais preparadas para o futuro — sem complicar quem ainda depende de sistemas legados. Vale a pena acompanhar de perto e, para quem puder, começar a experimentar com dual-stack. Pequenos ajustes hoje podem evitar grandes dores de cabeça amanhã.

Aqui na Darede, temos sempre o objetivo de acompanhar de perto as evoluções da AWS para orientar os nossos clientes na adoção de soluções modernas, seguras e escaláveis. Se a transição para IPv6 está no seu roadmap, vale a pena falar com um especialista da nossa equipa para estruturar esta migração com confiança.

Foto Carlos Alberto Costa Filho
Carlos Alberto Costa Filho Technical Account Manager II • TAM

Profissional com experiência em arquitetura de negócios, multi-cloud e FinOps, atuando em soluções estratégicas em AWS, GCP e Azure.

Possui certificações avançadas em nuvem e mais de 6 anos de atuação em pré-vendas, implementação e suporte, com foco em otimização de custos e eficiência operacional. Sua carreira é direcionada para automação, monitorização e fiabilidade em ambientes cloud-native, garantindo escalabilidade e eficiência operacional.

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